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Aos 50 anos, Cadeg se renova

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Aos 50 anos, Cadeg se renova

EM 100 mil metros quadrados, é possível achar lojas variadas, restaurantes e um mercado de flores
EM 100 mil metros quadrados, é possível achar lojas variadas, restaurantes e um mercado de flores Foto: Eduardo Naddar / Eduardo Naddar
Carol Radu - O Globo
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Ao completar 50 anos, o Centro de Abastecimento do Estado da Guanabara (Cadeg), em Benfica, pode ser resumido como um misto de inovação e tradição. Prova disso é que consegue reunir, entre outras coisas, um vendedor de frutas que se estabeleceu no lugar há 49 anos, uma dupla de pai e filho que inaugurará, em breve, uma franquia de uma perfumaria, e um comerciante responsável por promover uma das mais disputadas festas portuguesas.

Quando saiu de Portugal em busca de uma vida melhor, há quase 50 anos, Manuel Germano Rodrigues Caridade, de 65 anos, mais conhecido como seu Germano, não pensou em outro lugar: escolheu o Brasil. Nove meses depois de chegar, abriu a Alto Minho Frutas no então recém-criado Cadeg.

— Mando e vendo frutas para diversos lugares. Não há lugar melhor que este para trabalhar. Aqui, é centralizado, aconchegante e se pode encontrar de tudo — conta.

Diversidade atrai mais frequentadores

Quem também se orgulha do trabalho é Carlos Cadavez, de 65 anos, o seu Carlinhos, do Cantinho das Concertinas. Também de origem portuguesa, ele promove todos os sábados uma grande festa típica da terrinha.

— O Cadeg melhora a cada dia. Minha freguesia é especial. São todos amigos — enfatiza.

Nos dias das festividades, o comerciante chega a vender cerca de três mil bolinhos de bacalhau. Para conseguir comer o quitute, é preciso aguardar pacientemente na fila.

Moradores da Zona Sul, Carlos Werneck, de 78 anos; Heloisa Mayr, de 57; Miriam Oliveira, de 53; e Augusto Campos, de 61, vieram só para saborear os famosos bolinhos.

— Valeu a pena o deslocamento. Aqui tem muita qualidade e variedade de produtos. Mais pessoas deviam conhecer — diz Werneck.

Mas o mercado também tem espaço para novidades. Esse é o caso da nova filial da Água de Cheiro, que deverá ser aberta até o fim deste mês.

— Aqui, não tem nada parecido com o que vamos abrir. Estamos confiantes e não vai ser difícil nos estabelecermos em um local que já resiste meio século — ressalta Raul Montes Jr., dono da franquia.

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